segunda-feira, 20 de abril de 2026

 

TRADIÇÃO E RESISTÊNCIA: TERREIRO JEJE NAGÔ MATA CELEBRA MAIS DE UMA DÉCADA DE FÉ COM APOIO DA LIGA MARANHENSE

SÃO LUÍS – No coração do bairro Coroadinho, um baluarte da ancestralidade reafirma sua importância para o patrimônio imaterial do Maranhão. O terreiro regido por Pai Edinho, fundado em 3 de dezembro de 2011, consolida-se como um espaço de salvaguarda religiosa e acolhimento comunitário. A trajetória da casa, agora próxima de seu 15º aniversário, ganha um novo fôlego com a articulação da Liga Maranhense de Apoio à Cultura Popular.

A Liga, sob a coordenação técnica de Eduardo Segundo — especialista em políticas públicas e Turismologo —, tem desempenhado um papel crucial na estruturação institucional de comunidades tradicionais. Para o Terreiro de Pai Edinho, essa parceria representa a ponte necessária entre o sagrado e as instâncias de fomento.

Superação e Resiliência Administrativa

O apoio da Liga torna-se ainda mais imperativo diante dos desafios recentes. A instituição enfrentou a perda de documentos fundamentais e registros de CNPJ devido a um incidente de segurança digital. "O desafio da Liga é justamente unir e planejar a execução de projetos, garantindo que infortúnios técnicos não apaguem décadas de história", afirma Eduardo, que coordena o resgate do acervo iconográfico físico da casa.

A Força do Jeje Nagô Mata

Sob a regência do Caboclo Ita Bandeira e a chefia espiritual do Rei Surrupira, o terreiro mantém vivos os ritos do culto Jeje Nagô Mata. Pai Edinho, que iniciou sua jornada como filho de santo da matriarca Ana Maria, destaca que a estabilidade atual da casa é fruto de uma trajetória de aceitação e fé inabalável.

A atuação da Liga Maranhense visa agora formalizar o terreiro nos inventários de patrimônio imaterial, assegurando que o assentamento realizado pelo Caboclo Verde e toda a riqueza cultural do Coroadinho recebam o devido reconhecimento do Estado e da sociedade civil.


´Por: Eduardo Segundo